O fim das aflições

Sinais anunciam a chegada de um novo tempo, uma época em que a violência, a guerra, a escravidão, a fome, a miséria e outras injustiças sociais não passarão de meras palavras e lembranças. Indícios da proximidade desses dias de paz e prosperidade poderão ser vislumbrados com mais facilidade a partir de 2052. Segundo a doutrina espírita, esta seria a data para o início da fase de “Regeneração” da Terra, que vem passando por um período de transição.


De acordo com Tânia Caldeira, 39 anos, secretária do Grupo Espírita Mensageiros da Paz em Apucarana, a Terra já foi um “Mundo Primitivo” e hoje vive o estágio de “Provas e Expiações”. “Estamos caminhando para deixar o mal para traz”, afirma. A conquista dos direitos sociais é apontada por ela como um exemplo deste novo panorama. “Durante o regime escravista brasileiro (1530-1888), quantas pessoas questionavam as condições dos negros? Poucas. Hoje, quantas questionam o apedrejamento da iraniana Sakineh Ashtiani? Milhares,” compara. Isso seria uma amostra da preocupação das pessoas em favor do bem-estar do ser humano.
A emancipação política da mulher, para Tânia, é outro sinal da evolução humana. No Brasil, a classe feminina conquistou o direito ao voto em 24 de fevereiro de 1932. “Depois de 78 anos temos uma mulher no poder. Isso expressa essa evolução”, acredita. Ela elenca outros ‘sinais’ de avanço da humanidade, como a Bioética, a Constituição de 1988, a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), o julgamento de crimes de guerra, entre tantos outros. “O mal ainda dá mais ibope, mas não podemos negar que o bem existe e está avançando”, frisa.
O próprio momento de conflito no Egito, conforme Tânia, é sinônimo de evolução. “Os dias atuais não comportam mais as ditaduras nem um novo holocausto. Guerras ainda vão existir. São necessárias. As divindades as usam para resolver uma série de questões, mas não podemos negar que existe uma evolução”, diz. Tânia reforça que esse processo de evolução espiritual é vagaroso, quase imperceptível aos olhos.
Cataclismas aceleram processo evolutivo

A ideia de um novo porvir parece distante diante de tantos desastres naturais. Para a secretária do Grupo Espírita Mensageiros da Paz, Tânia Caldeira, os fenômenos naturais são vistos justamente como grandes aceleradores do processo de evolução dos espíritos.

Em 2004, um tsunami vitimou mais de 200 mil pessoas na Indonésia, Sri Lanka, entre outras ilhas do Oceano Índico. No ano passado, no Haiti um terremoto também devastou o país. Na tragédia, 316 mil pessoas morreram. “Essas catástrofes permitem adiantar o processo de reencarnação. Eles retornaram como seres mais evoluídos”, crê.
OS NOVOS ESPÍRITOS
Conforme a doutrina espírita, esse processo de transição ocorre em virtude da leva de espíritos que começaram a encarnar na Terra a partir de 1970, como os “Provacionais”, trabalhadores da última hora descritos na parábola de Jesus. Na década seguinte, chegaram os “Índigos” - espíritos dotados de grande conhecimento intelectual e inato da espiritualidade, os quais carregam o desejo de mudança e modificação das estruturas que julgam ultrapassadas.
A partir de 1990, teriam encarnado os “Missionários”, também conhecidos como “Cristal”. Seriam espíritos extremamente superiores aos “Índigos”, dotados de grande caráter e livres de provação. A missão seria a de ensinar e dar o exemplo de nobres conceitos de vida nos mais diversos campos da existência humana.

Tânia alerta que esses espíritos possuem grande conhecimento, mas precisam de orientação, principalmente moral. “Com acesso aos meios de comunicação, percebemos que têm mais informação, porém, a presença dos pais é indispensável. Os deslizes dos nossos adolescentes, em sua maioria, são causados pela ausência dos pais na vida dos filhos”, pontua Tânia, que é voluntária há 20 anos na área de assistência social.

A secretária do Grupo Espírita Mensageiros da Paz, no entanto, prefere não se apegar a parâmetros humanos, como o tempo marcado pelo relógio para designar o início de cada fase. “As mudanças acontecem naturalmente”, assinala.
CLASSIFICAÇÃO DOS MUNDOS
De acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, “há muitas moradas na casa do Pai”. No livro, os mundos são classificados da seguinte forma:
“Primitivos” - Destinados às primeiras encarnações humanas (Idade da Pedra);
“Provas e Expiações” (atual) - o mal ainda domina;
“Regeneração” (a partir de 2052) - o mal e o bem agem na mesma intensidade;
“Ditosos” - o bem é superior ao mal;
“Celestes” - o bem reina exclusivamente.


Só o amor transforma

Espírita há 38 anos, a aposentada Nice Gaspar, de 80 anos, de Apucarana, acredita que o fim da violência está se aproximando. “As encarnações só se realizam para aperfeiçoar o espírito. Nessas voltas, com provas e expiações, o mundo fica melhor”, confia.


O grande número de apreensões de drogas e prisões por crimes violentos e corrupção, conforme a aposentada, demonstram que o mundo está mudando. “Há mais pessoas fazendo o bem do que o mal. Este é um exemplo que a polícia está mais atenta, prendendo aqueles espíritos que ainda não conseguiram entender a sua missão”, avalia. A luta para o ‘império do bem’ é diária, segundo dona Nice.
De acordo com a octogenária, o melhoramento espiritual acontece através do amor. “O mundo está mais fraterno, porque só o amor tem esse poder de transformação”, sintetiza.

Texto publicado na revista UAU! do Jornal Tribuna do Norte em 06-02-2011

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Caracol luminoso

Fantásticas criaturas. Que caracóis brilhantes!


Cientistas do Instituto de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA) revelaram recentemente detalhes das luzes produzidas pela espécie de caracol marinho Hinea brasiliana, que geralmente se agrupa em litorais rochosos.

Os pesquisadores descobriram que esses animais, em vez de produzir um foco de luz, usam suas conchas para espalhar uma luz bioluminescente verde em todas as direções.


A luz parece ser uma forma de defesa, provavelmente usada para afastar predadores ao dar a ilusão de que o caracol tem um tamanho maior que suas dimensões reais, explicam os cientistas Dimitri Deheyn e Nerida Wilson na versão online do periódico Proceedings of the Royal Society B (Biological Sciences).


Em experimentos, Deheyn percebeu que a luz funciona como um “alarme”: acende quando o caracol se depara com algum possível predador, como um caranguejo ou camarão.


Os animais, coletados na costa da Austrália, surpreenderam os pesquisadores, já que sua concha opaca dava a impressão de que conteria a transmissão de luz. Em vez disso, quando o caracol produz a luminosidade verde em seu corpo, a concha age como um mecanismo para dispersar especificamente essa cor, segundo o instituto.


Para Deheyn, o poder de difusão de luz do Hinea brasiliana é excepcional, em comparação com outros materiais, e pode despertar o interesse das indústrias óticas e de bioengenharia.
“Nosso próximo foco é tentar entender o que faz com que sua concha tenha essa capacidade e o que pode ser útil para construir materiais com um desempenho ótico melhor”, disse o cientista.

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Dicas para se comportar bem à mesa nas festas de fim de ano

Mesmo em festas de família algumas regras de etiqueta devem ser seguidas para evitar vexames na hora das efeições                                                                                                                       

Mesmo quem já está mais acostumado a organizar e participar de festas e eventos pode ter dúvidas sobre como se comportar à mesa. Algumas regras já foram quebradas ou só são necessárias em ambientes mais formais, mas algumas delas são essenciais para que todos se sintam bem. A seguir você confere algumas regrinhas básicas, essenciais para não fazer feio nas festas de fim de ano.

Se você for o anfitrião, sirva a todos os convidados e só depois se sirva;

Coloque o guardanapo de pano no colo antes de iniciar a refeição, nunca em volta do pescoço. Se for de papel, ele deve ficar do lado esquerdo do prato. Quando terminar, não coloque o guardanapo usado no prato;

Se houver pãezinhos de entrada, parta com as mãos, em cima de um prato ou cesto;

Use os talheres de fora para dentro, conforme forem servidos a entrada e o prato principal;

Para comer massas, use o garfo e a colher. Como são fáceis de cortar, não precisam da ajuda da faca;

Antes de levar o copo à boca, limpe os lábios com o guardanapo;

Evite falar de boca cheia e fazer barulho quando bebe ou toma sopa;

Cuidado com os cotovelos. Sobre a mesa, apenas os punhos;

Se você ainda estiver com apetite, pode repetir à vontade. Verifique apenas se todos já se serviram;

E, por fim, lembre-se de que palitar os dentes na mesa não é aceitável, mesmo em família. Se precisar, peça licença e vá ao toilette.

Fonte: Sadia

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É hora de rever os planos!

A mente se transforma em uma tela de cinema nos últimos dias do ano. Diante da retina valseiam cenas que aconteceram e outras que não passam de imaginação. Neste longa-metragem de 365 dias e 8.760 horas, o final nem sempre agrada o autor. A passagem de ano, no entanto, é uma ótima hora para virar a página, segundo o psicólogo Gleyson Reis, 36 anos, de Apucarana. “O réveillon marca o início de uma nova era, em que é possível fazer novas escolhas e viver de um jeito diferente”, acredita.

De acordo com a psicóloga Isamara Vanessa Holack, 39 anos, de Apucarana, as pessoas tendem a ficar mais sensíveis nos últimos meses do ano. “Isso ocorre por diversos motivos, como o cansaço acumulado durante os meses e o balanço das perdas neste período. Caso haja um déficit, a melancolia pode aparecer”, explica.

Esse quadro é mais comum naqueles que têm dificuldades em sentir as conquistas. “Geralmente, são pessoas constantemente insatisfeitas e perfeccionistas, porque o nível de exigência cobrado é maior”, analisa Isamara, que também é terapeuta floral e familiar.

ESTABELEÇA METAS

Começar o ano cabisbaixo não ajuda em nada. Para alcançar o sucesso, Reis recomenda planejar um roteiro com antecedência. “É preciso estabelecer metas para curto, médio e longo prazo. Além disso, é indispensável se organizar para conseguir realizá-las”, pontua.

Ele recomenda anotar os sonhos em uma agenda. “Quando olhar a anotação, a pessoa vai se lembrar da meta e das escolhas que devem ser feitas para atingi-la. Cultivar o sonho vivo nos mantém mais felizes”, afirma.

Isamara também concorda que um projeto com novas metas para o ano seguinte faz a diferença. “Com os objetivos escritos fica mais fácil identificar as falhas e, com isso, fazer diferente”, avalia.

PLANEJE AS FINANÇAS

Se parte das frustrações é resultante de um orçamento comprometido, talvez seja hora de fazer ou rever o planejamento financeiro. Mestre em Economia, Tânia Terezinha Rissa de Souza, 39, que leciona na Faculdade de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea), recomenda fazer uma planilha contendo o valor do dinheiro que entra e o que sai. “Com isso fica mais fácil verificar as despesas primárias e cortar os gastos supérfluos”, diz.

Para Tânia, é melhor até deixar de comprar presente para a família toda no Natal a entrar o ano novo no vermelho. “Logo em janeiro e fevereiro há despesas com impostos e material escolar. Se não tomar cuidado, as dívidas viram uma bola de neve”, frisa. Sendo assim, ela recomenda cautela desde os primeiros dias do ano para conseguir alcançar as metas estabelecidas.

A economista também aconselha fazer uma poupança para eventuais emergências. “Não existe uma fórmula com o valor a ser reservado por todos, mas o ideal para quem ganha de 3 a 5 salários mínimos é de 10%. Essa reserva evita entrar no cheque especial”, ressalta.

MELHORE A RENDA

Ainda segundo a mestre em Economia, ao fazer os planos é preciso avaliar quanto tempo vai levar para conseguir o dinheiro. “Neste período, além de fazer economias, em alguns casos é preciso fazer um investimento para aumentar a renda, como pós-graduação ou curso técnico”, orienta.

Para Tânia, a especialização traz retorno em médio prazo. “É algo indispensável para o mercado de trabalho. Melhora a renda e o ego. Se a empresa atual não comporta o investimento, a pessoa pode mudar de emprego”, diz. Além disso, ela indica fazer ‘bicos’ para aumentar a renda e sair do vermelho.

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