Ser feliz

Num diálogo casual descobri, essa semana, que ser feliz não depende só de mim. Disse empolgada a um amigo que a partir de hoje iria procurar fazer tudo diferente. Ser mais ousada. Ser feliz de verdade. Ai, ele me respondeu que ser feliz não depende só de nós porque vivemos com os outros e eles contribuem muito para nosso estado emocional.

Não adianta dizer que seremos felizes quando os outros com quem compartilhamos a nossa vida não estão bem. Podemos sim deixar de nos preocupar e chorar por bobagens, mas ser feliz sozinho não é possível. Não nascemos para vivermos sozinhos.

Nesse dia, lembrei-me de um escritor que diz que não só nós vivemos no mundo como o mundo vive em nós. Então, não adianta fugir para um paraíso e deixar para trás todas as amarguras e dizer que encontrou a felicidade. Os cheiros, as conversas, as vozes, as imagens vão levar você de volta. Talvez seja difícil viver em êxtase todos os dias. E nem que você e eu somos os únicos responsáveis pela nossa vida. Interferimos e recebemos interferência o tempo todo.

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Às vezes, acorrentamos literalemnte quem amamos.

Vejam essa matéria da BBC Brasil!

Uma família da cidade de Agra, na Índia, decidiu acorrentar o filho de 13 anos para fazer com que ele deixe as drogas.

Segundo a mãe do garoto, ele começou a usar drogas aos sete anos. O menino, chamado Akram, teria começado a fumar tabaco e, depois, teria passado a usar cannabis, heroína e outras drogas.
Akram diz ter vontade fugir de casa e e usar drogas novamente.

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Mulheres chinesas fazem 13 milhões de abortos por ano

Pequim - Cerca de 13 milhões de abortos são feitos por ano na China, em um país no qual há poucas dificuldades para passar por tal procedimento devido às restrições demográficas e onde 20 milhões de nascimentos são registrados anualmente, segundo números do próprio Governo chinês.

Wu Shangchun, integrante da Comissão Nacional de População e Planejamento Familiar chinesa, declarou hoje ao jornal "China Daily" que a metade das mulheres que abortam na China não usava nenhum método anticoncepcional.

As estatísticas do Governo mostram que 62% das mulheres que abortam têm entre 20 e 29 anos de idade. Além disso, a maioria é solteira.

Wu teme que o número real de abortos seja muito maior do que o publicado, já que a cifra atual foi calculada por meio de dados de instituições médicas e muitos abortos são feitos em clínicas clandestinas.

Além disso, é preciso acrescentar outros 10 milhões de abortos decorrentes do uso de pílulas abortivas, segundo os números de vendas anuais destes remédios, acrescentou Wu.

"Temos o duro desafio de reduzir o número de mulheres que abortam na China", afirmou.

Segundo Li Ying, professor da Universidade de Pequim, esta situação infeliz e evitável indica que os jovens chineses precisam saber mais sobre sexo.

Uma pesquisa feita pelo hospital militar 411 do Exército de Libertação Popular em Xangai mostra, por exemplo, que menos de 30% das mulheres que engravidaram de forma indesejada e que eram atendidas no local não sabiam como evitar a gravidez, e apenas 17% tinham conhecimentos sobre doenças sexualmente transmissíveis.

Ainda segundo o estudo, mais de 70% dos entrevistados disseram desconhecer que a principal forma de contágio do vírus HIV é a relação sexual sem proteção.

Segundo o professor Li, os pais chineses são reticentes no momento de falar com seus filhos sobre sexo. Por isso, ele pede um reforço na educação sexual por parte das universidades e da sociedade.

Para o ginecologista Yu Dongyan, parte do problema reside no fato de que o sexo não é mais considerado entre os jovens, que acham que podem aprender tudo sobre o assunto pela internet. "Entretanto, isto não significa que tenham desenvolvido uma compreensão do sexo", lembra.

É difícil fazer com que as escolas chinesas promovam a educação sexual porque alguns professores e pais acham que, com isso, estariam incentivando o sexo, diz Sun Xiaohong, do centro de educação da comissão de planejamento familiar de Xangai.

De acordo com Sun Aijun, do Beijing Union Hospital, a falta de conhecimento por parte de muitas chinesas sobre a segurança do uso da pílula anticoncepcional é outro dos motivos pelos quais elas recorrem ao aborto.

Sun afirma que, além disso, os homens se negam a usar preservativos em suas relações sexuais antes ou fora do casamento.

Um aborto na China custa 600 iuanes (US$ 88). Desde a década de 90, os médicos do país não perguntam sobre o estado civil da grávida antes de realizar um aborto.
Fonte: Último segundo

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Existiu uma mulher Papa?

Há muitos anos a Igreja Católica tenta negar sua existência, mas as evidências não deixam dúvidas: existiu uma mulher que ocupou o trono papal. Esse mistério do passado e a veracidade sobre a Papisa Joana foram desenterrados pela escritora Donna Woolfolk Cross e transformados num grande romance histórico, que põe por terra a argumentação da Igreja de que essa mulher enigmática seria apenas uma lenda.

A pesquisa, que durou mais de sete anos, reuniu todos os fatos conhecidos da vida de Joana, extraídos de documentos raros em inglês, espanhol, francês, italiano e latim. Além disso, num brilhante esforço de reconstituição de época, a autora retrata em "Papisa Joana" como era o século IX, o estilo de vida das pessoas, o preconceito contra as mulheres e a forma de funcionamento do clero.

Joana nasceu em 814, na aldeia de Ingelheim, no mesmo dia da morte do lendário Carlos Magno. O período era conhecido como Idade das Trevas, uma época brutal, de ignorância, miséria e superstição sem precedentes. Não existiam ainda os países europeus modernos, nem seus idiomas, apenas dialetos locais, sendo a língua culta o latim.

Com a morte do imperador Carlos, o Sacro Império Romano degenerou num caos de economia falida, pestes, guerras civis e invasões por parte de viquingues e sarracenos. A vida nesses tempos conturbados era particularmente difícil para as mulheres, que não tinham quaisquer direitos legais ou de propriedade.

A lei permitia que seus maridos batessem nelas, o estupro era encarado como uma forma menor de roubo. A educação das mulheres era desencorajada, pois uma mulher letrada era considerada não apenas uma aberração, mas também um perigo. Não havia para as mulheres outra alternativa a não ser se conformar com as limitações impostas ao seu sexo.

Foi nesse "meio" que Joana cresceu, aprendendo que apenas os homens poderiam conquistar um espaço na sociedade. Decidida, ela corajosamente se disfarça de rapaz quando adolescente, e ingressa num mosteiro beneditino, sob o nome de "irmão" João Ânglico. Graças à sua inteligência e determinação, ela rapidamente se destaca como erudita e médica, até que, sob a ameaça de ter seu disfarce revelado, parte para Roma, onde se torna médico do próprio papa.

Antes, porém, de cumprir seu destino e ocupar ela mesma o mais glorioso trono do Ocidente, Joana precisa superar obstáculos tremendos, como o seu amor pelo conde franco Gerold e as armadilhas do maquiavélico cardeal Anastácio, seu arquirrival.

Filme

Constantin Film, a mesma produtora que fez "O Nome da Rosa", terminou de filmar "Papisa Joana" em janeiro. O roteiro é baseado no livro "Papisa Joana" da escritora Donna Woolfolk Cross, que vai figurar nos créditos do filme como "consultora criativa". Donna também assistiu às gravações, que ocorreram na Alemanha e no Marrocos. "Eles precisavam me tirar à força do set no final de cada dia de filmagem. Foi extraordinário observar tanta gente — atores, operadores de câmera, maquiadores, extras, até animais — reconstituindo cenas e diálogos que eu havia escrito na solidão do meu pequeno escritório", declara entusiasmada à espera do lançamento.

A estreia do filme será em outubro deste ano na Europa, e nas telas brasileiras a partir de dezembro.

Papisa Joana

Autor: Donna Woolfolk Cross

Formato 15,5x22,5 cms, 496 págs.

ISBN: 978-85-61501-25-9

Cód. barra: 978-85-61501-25-9

Preço sugerido: R$ 49,00


Fonte: O BONDE/

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